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terça-feira, 22 de maio de 2012

19 de Maio: O poema que não se calou e me fez falar.


Espalharam as línguas mal amadas
Que dizê-lo é duelar com o amor
E que para sobreviver
É preciso acertar
Mas entre morrer ou seguir agonizante
Disponho-me ao sacrifício:
Eu te amo.



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Meus olhos brilham e eternizam minha última poesia de amor. Tecerei, a partir de agora, versos sobre o mundo e suas mazelas aos cegos voluntários, aos que se regorzijam com sabores óbvios e saberes podres. Escreverei, portanto, o que há de mudo, deixando o amor e suas cores de desassosego a serem pintadas por quem ainda não os encontrou.

domingo, 13 de maio de 2012

Drama Erótico

Fazia-o bem, sim
Posso não lembrar-me o ritmo
Ou expressão orgástica
Mas recordo-me bem
O anseio de reencontrá-lo

Deitada sob seu corpo
Ouvia num gemido
Um grito de socorro
Que em meu peito cultivara
A seiva dos novos tempos
Pertencente aos poetas mutantes,
Às beatas que não são,
Às putas tristes
Da tristeza de solidão
Que todo sábio tem

Ao despir-me, despia-me
Do carma cristão chamado pudor
E o fim d'um gozo era anúncio
D'outro maior que estava por vir
Este, porém, de natureza diferente
Que sem tocar, dizia:
"Conta-me mais.
És tão eu mesmo.
Fala-me mais de ti,
Para eu me conhecer melhor"

E entre fluídos nossos
A filosofia era personificada
Em orgasmos múltiplos
Que, ao fim, não pedia "eu te amo"
Mas bradava
"Eu te entendo,
Eu te sensibilizo,
Eu te filosofo"
 

sábado, 12 de maio de 2012

Um poema em francês ao poeta francês


À Paris, où je suis devenu 
Monstre de moi même
La fumée des cigarettes 
Sont mes fantômes

Mes enfants 
Refusent mon sangre
Tandis que mes parents 
Oublient mon nom

"C'est dommage qu'il ne puisse plus coller
 les morceaux de lui-même"
Dis-moi un cri à la rue

Mais tout c'est bon
Quand je suis la vague
Dans l'île d'une femme

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sortido

Caminha ao meu lado
Quem não sabe voar
Mulher pássaro, comigo
Não há de fazer par

Se à noite provocas
E a noite prova
Ser mais longa que o furor
Poetas, de longe, oiçam
O urgir da minha dor

Leva e trás
De amor em flor
Vai contigo o sonho
D'um ninho no cais
E caso me veja
Seja onde onde for
Finja que não ser eu
Quem um dia
Jurou-te amor